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Componente da Oliveira, contido nos frutos, folhas e azeite, pode evitar Alzheimer

Componente da Oliveira, contido nos frutos, folhas e azeite, pode evitar Alzheimer.

 

Por Jane Byrne, 20-Out-2009

  Um composto da Oliveira, contido nos frutos, folhas e azeite de oliva extra-virgem

pode impedir proteínas de perturbar funções de células nervosas que causam os

efeitos debilitantes do mal de Alzheimer.

 

  Em resultados publicados no periódico Toxicology and Applied

Pharmacology, cientistas norte-americanos explicam como este composto

natural, o Oleocanthal, altera de forma benéfica a estrutura de proteínas

altamente tóxicas conhecidas como ADDLs.

  Os pesquisadores explicam que as ADDLs se ligam dentro das sinapses

neurais do cérebro de pacientes com o mal de Alzheimer e acredita-se que elas

perturbam a função das células nervosas, o que, eventualmente, leva à perda

de memória, morte celular e perturbação geral das funções cerebrais.

 

"‘Considera-se que a ligação de ADDLs a sinapses de neurônios é um

primeiro passo crucial no início do mal de Alzheimer’, disse o chefe de

pesquisa William L. Klein.

 

“O Oleocanhtal altera a estrutura dos ADDLs de forma a impedir que a

proteína se ligue às sinapses.

 

Custos do tratamento médico

  Atualmente, cerca de 12 milhões de pessoas nos EUA e na UE sofrem de

Alzheimer, sendo que algumas estimativas predizem que este número terá

triplicado até 2050.

 

  O custo direto e indireto do tratamento de Alzheimer é de mais de US$100

bilhões (€ 81 bilhões) somente nos EUA. O custo direto do tratamento de

Alzheimer no Reino Unido foi estimado em £15 bilhões (€ 22 bilhões).

 

O estudo

  Com um relatório que inclui uma série de estudos in vitro, a equipe de

pesquisadores verificou que incubação com Oleocanthal alterou a estrutura

dos ADDLs, aumentando o tamanho da proteína.

 Cientes de que o Oleocantal mudou o tamanho dos ADDLs, os pesquisadores

disseram que, em seguida, iriam avaliar se o Oleocanthal afetou a capacidade

dos ADDLs de se ligarem às sinapses de neurônios hipocampais cultivados.

  O hipocampo, uma parte do cérebro intimamente envolvida com aprendizado

e memória, é uma das primeiras áreas afetadas pelo mal de Alzheimer.

 

O resultado

Tendo medido a ligação de ADDL com e sem Oleocanthal, a equipe disse que

descobriram que pequenas quantidades de Oleocanthal efetivamente

reduziram ligações de curto prazo de ADDLs às sinapses hipocampais, e

estudos adicionais revelaram que o Oleocanthal é capaz de proteger as

sinapses de danos causados pelos ADDLs.

 

Eles relataram que um resultado inesperado da pesquisa foi que o Oleocanthal

torna os ADDLs alvos mais fortes para anticorpos. Esta ação estabelece uma

oportunidade para criar tratamentos imunoterápicos mais eficientes, que usam

anticorpos para se ligar aos ADDLs e atacá-los, acrescentaram.

 

"Além de ajudar nas terapias, a melhor imunorreatividade dos ADDLs pode

também aumentar a sensibilidade de diagnósticos de Alzheimer baseados em

anticorpos", disseram os cientistas.

 

A necessidade de mais pesquisas

De acordo com os pesquisadores, agora há a necessidade de estudos

translacionais para ligar estes resultados de laboratório a intervenções clínicas.

 

  Eles disseram que futuras investigações sobre como exatamente o

Oleocanthal altera a composição dos ADDLs podem aumentar a compreensão

do componente estrutural responsável pela toxicidade dos ADDLs.

  Os cientistas afirmam que estas percepções podem levar à descoberta de

caminhos relacionados à prevenção e tratamento da doença.

 

"Nossas descobertas podem ajudar a identificar medidas preventivas eficazes

e levar a melhores terapias no combate ao mal de Alzheimer", acrescentaram

os autores.

 

Fonte: Toxicology and Applied Pharmacology

Volume 240, Issue 2 October 2009 -Título: Alzheimer's-associated Aβ

Oligomers Show Altered Structure, Immunoreactivity and Synaptotoxicity

with Low Doses of Oleocanthal. Autores: J Pitt, W Roth, P Lacor, A B Smith

III, M Blankenship, P Velasco, F De Felice, P Breslin, W. L. Klein. –